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EUA intervêm no Iraque para proteger americanos

O temor de que os extremistas islâmicos no Iraque colocassem em risco a segurança da representação dos EUA na cidade de Irbil e dos diplomatas que lá estão foi o estopim da decisão do presidente Barack Obama de voltar a intervir naquele país. De acord

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O temor de que os extremistas islâmicos no Iraque colocassem em risco a segurança da representação dos EUA na cidade de Irbil e dos diplomatas que lá estão foi o estopim da decisão do presidente Barack Obama de voltar a intervir naquele país.

De acordo com reportagem publicada neste sábado pelo "New York Times", o governo temia que os homens da organização chamada Estado Islâmico (EI) encurralassem americanos, a exemplo do que ocorreu com o consulado do país em Benghazi, na Líbia, em setembro de 2012, quando um atentado deixou quatro diplomatas, inclusive o embaixador Christopher Stevens.

O "NYT" informa que Obama foi avisado pelo chefe do Estado-Maior, o general Martin E. Dempsey, na quarta-feira (6) à noite de que os militantes se aproximavam de Irbil, sem falar nas dezenas de milhares de membros de uma minoria chamada yazidi que estavam encurralados, sobre uma montanha.

Nesta sexta (8), forças americanas no país bombardearam bastiões dos militantes, além de despejarem água e suprimentos sobre a montanha de Sinjar. Neste sábado (9), três cargueiros americanos, escoltados por jatos, jogaram uma nova leva de ajuda humanitária ao grupo, tido como potencial vítima de um genocídio.

"Temos pessoas que vivem nos EUA servindo no Iraque, incluindo na embaixada em Bagdá, e faremos o que for necessário para proteger o nosso povo", disse o presidente, neste sábado.

Obama afirmou também contar com o apoio do Reino Unido e da França no combate ao EI e na ajuda às minorias iraquianas. "Vamos trabalhar com a comunidade internacional para fazer frente a esta crise humanitária. E continuaremos pedindo às comunidades iraquianas a conciliação, a união e luta contra estes terroristas", acrescentou.

(Folhapress)

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