O Exército dos EUA divulgou nesta quinta-feira (25) uma gravação e imagens estáticas dos ataques aéreos que conduziu contra instalações de petróleo controladas pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI) no leste da Síria. Segundo ativistas, os ataques deixaram ao menos 19 mortos, incluindo 14 militantes e cinco civis - provavelmente as mulheres e os filhos dos membros do grupo. De acordo com o porta-voz do Pentágono, John Kirby, os EUA investigam se os ataques mataram civis, como apontado pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos e por outros ativistas independentes.
As ações, realizadas por seis aeronaves norte-americanas e mais de dez sauditas e dos Emirados Árabes Unidos, tiveram como alvo refinarias pequenas na Síria durante a madrugada e a manhã desta quinta, em uma terceira noite de ataques aéreos contra os combatentes. O EI tomou o controle de amplas áreas do Iraque e da Síria em meses recentes, com a venda do petróleo contrabandeado tendo ajudado a financiar sua ofensiva nos dois países.
Segundo os EUA, as vendas no mercado negro rendem até US$ 2 milhões por dia ao grupo. Essa verba, somada a estimados US$ 1 milhão angariados diariamente com outras atividades de contrabando, roubo e extorsão, tem sido crucial para permitir aos extremistas controlar os territórios. Acredita-se que o EI controle 11 campos petrolíferos no Iraque e na Síria.
Os EUA lançaram quase 200 ataques aéreos contra o grupo no Iraque desde agosto e, na segunda-feira (22), começaram a atacar o EI na Síria com o objetivo de desmantelar o grupo, que declarou um califado ao longo da fronteira síria-iraquiana, impôs uma dura versão da lei islâmica e massacrou oponentes.
Outros ataques atingiram postos de controle, campos de treinamento e veículos do EI no norte e leste da Síria. A ofensiva também teve como alvo duas bases militares sírias que foram capturadas pelo grupo.
FRANÇA
A França anunciou que realizou ataques aéreos contra o EI no Iraque nesta quinta. Esse bombardeio foi o segundo ataque França desde que o país se uniu à campanha aérea americana no Iraque, em 19 de setembro, anunciou o governo francês.
O ataque ocorre um dia após o grupo Jund al-Khilafa (Soldados do Califa), vinculado ao EI, divulgar o vídeo da decapitação do refém francês Hervé Gourdel, um guia de montanhas de 55 anos sequestrado na Argélia, em represália pelos bombardeios franceses no Iraque.
Cerca de 3.000 militares da Argélia buscavam nesta quinta-feira o corpo do refém francês e tentavam neutralizar seus assassinos, segundo uma fonte de segurança.
(Folhapress)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar