O pânico e os rumores sobre o ebola estão se espalhando mais rapidamente que o vírus, afirmou nesta segunda-feira (13) a diretora-geral da OMS (Organização Mundial de Saúde), Margaret Chan.
Em declaração divulgada pela organização, ela afirmou que a atual epidemia do vírus ameaça a sobrevivência de sociedades e governos. "Nunca vi uma doença infecciosa contribuir tão fortemente para a potencial falência de um Estado", afirmou Chan.
Dados da OMS mostram que a epidemia deixou mais de 4 mil mortos, a grande maioria na Guiné, na Libéria e em Serra Leoa.
"O ebola gera medo quase universalmente. E o medo amplia as rupturas sociais e os prejuízos econômicos, muito além das zonas afetadas pela epidemia", disse.
O alerta da OMS foi feito em meio a uma desavença entre profissionais de saúde e as autoridades sanitárias nos Estados Unidos.
No domingo, foi confirmada a infecção pelo vírus de uma enfermeira que ajudou nos cuidados de um liberiano de 42 anos morto na última quarta-feira, em Dallas (no Estado do Texas).
A funcionária, agora identificada como Nina Pham, 26, foi isolada e passa por tratamento no Hospital Presbiteriano de Saúde do Texas, onde trabalha, e seu quadro clínico é estável.
No mesmo dia, o diretor do Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDC, na sigla em inglês) afirmou que a infecção foi causada por uma "falha no protocolo de segurança, desatando reações de profissionais da área.
A diretora do maior sindicato de enfermeiros dos EUA, Rose Ann DeMoro, afirmou que "enfermeiros de vários hospitais estão alarmados com o que veem em seus locais de trabalho".
Pesquisa feita pela União Nacional de Enfermeiras aponta que, entre 2.000 profissionais, 76% afirmam que os hospitais em que trabalham ainda não comunicaram os funcionários sobre como agir em casos da doença.
Nesta segunda, Frieden se desculpou. "As pessoas na linha de frente estão lutando contra o ebola. O inimigo aqui é o vírus, o ebola, não é uma pessoa, um país, um hospital.
(Folhapress)
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