Uma lei que visava combater a discriminação contra homossexuais no Paraguai foi rejeitada nessa quinta-feira (13) pelo Senado do país. Essa é a segunda vez que o mesmo projeto é barrado. Há temor, por parte de membros do legislativo, que a lei seja uma porta para aprovação do matrimônio gay e legalização do aborto, por exemplo.
O projeto foi apresentado por uma minoria esquerdista do legislativo, mas rejeitado por bancadas governistas e religiosas que o consideram uma violação dos preceitos constitucionais que a regem a vida institucional do país. A lei foi rejeitada por 21 votos a 17, com uma abstenção e seis ausências.
O autor da proposta, o médico Carlos Filizzola, pertencente ao movimento de esquerda, lamentou que o Paraguai seja o “único país da região que não tem uma lei contra discriminação”.
Um senador governista, Carlos Núñez, votou contra a lei e afirmou o desejo é que “a menina seja educada como menina e o homem como homem”.
A aprovação do projeto também esbarra na influência de instituições religiosas na vida política do país. A Conferência Episcopal Paraguaia (CEP), por exemplo, entidade que reúne bispos católicos, emitiu um comunicado em que afirmava que o Estado "tem a obrigação legal e moral de velar pelos direitos da família e das pessoas, salvaguardando sua dignidade e sua integridade".
(DOL com informações Portal Terra)
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