O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou neste sábado (15) que sejam retirados todos os serviços públicos das regiões controladas pelos separatistas pró-Rússia no leste do país.
Poroshenko ordenou por decreto que o governo tome todas as medidas no prazo de uma semana "para acabar com as atividades de empresas, instituições e organizações estatais nos diversos territórios onde é executada a operação antiterrorista".
Esta decisão se aplica a serviços públicos como escolas, hospitais e os serviços de emergência, explicou à AFP um alto responsável ucraniano que preferiu não se identificar.
"É uma medida decisiva, acabou a brincadeira", declarou. "Serão retiradas todas as estruturas que o Estado financia ali".
"Os fundos (poupados) serão distribuídos na forma de ajuda humanitária para essas regiões", afirmou.
O decreto presidencial é uma das consequências das eleições celebradas nas regiões separatistas no último dia 2, apesar da oposição de Kiev.
Dois dias depois das eleições, Poroshenko anunciou que a Ucrânia se veria "obrigada" a endurecer o tom e a "isolar" militar e economicamente as áreas controladas pelos rebeldes para "impedir que este câncer se estenda".
(Folhapress)
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