No próximo domingo (30), os uruguaios decidirão quem será o próximo presidente do país, entre os candidatos do governo, Tabaré Vasquez, e do tradicional Partido Nacional (ou Blanco), Luís Lacalle Pou.
Segundo pesquisas divulgadas na última quinta, Vázquez deve obter de 52% a 54% dos votos, com ampla diferença sobre o rival, Luis Lacalle Pou, que não deve passar de 40%. Lacalle Pou, que no início da campanha chegou a estar em empate técnico com o ex-presidente, não conseguiu crescer o esperado.
Tabaré Vasquez, 74 anos – que presidiu o Uruguai de 2005 a 2010, inaugurando uma década de governos da coalizão de partidos de esquerda, a Frente Ampla – foi o mais votado. Obteve cerca de 46,4 e 47,4% dos votos, segundo projeções feitas por três consultorias. Luís Lacalle Pou, 41 anos – o mais jovem de todos os candidatos –, obteve 30,4% e 32%, segundo as mesmas consultorias. Não é a primeira vez que haverá segundo turno entre candidatos da Frente Ampla e do Partido Nacional. Em 2010, o ex-guerrilheiro Jose Pepe Mujica derrotou o ex-presidente Luís Lacalle de Herrera (1990-1995) – pai de Lacalle Pou - que buscava um segundo mandato. Tanto Tabaré Vasquez quanto Mujica (que foi eleito senador) têm altos índices de popularidade: nas suas gestões, o Uruguai cresceu, a pobreza diminuiu e o desemprego caiu de dois dígitos para um.
Mesmo que Tabaré Vasquez assegure o terceiro governo consecutivo da Frente Ampla, resta saber que apoio terá no Congresso. Desde que chegou ao poder, a Frente Ampla contou com a maioria na Câmara dos Deputados e no Senado, aprovando sem dificuldades seus projetos de lei – até os mais polêmicos. Entre eles estão a legalização do aborto, do casamento de pessoas do mesmo sexo e do consumo, da produção e da venda de maconha.
(DOL)
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