Em clima de apreensão, o governo nicaraguense e um consórcio internacional liderado por uma empresa chinesa lançaram na última segunda-feira (22), na Nicarágua, a pedra fundamental do megacanal que promete ser maior que o do Panamá.
O Grande Canal da Nicarágua também deve ligar o oceano Atlântico e o Pacífico, mas estima-se que seja mais longo, largo e profundo que o vizinho panamenho.
Com inauguração prevista para 2020, o canal deve ter 278 quilômetros de extensão (três vezes mais que o Canal do Panamá) e a previsão inicial é de que custe US$ 50 bilhões (cerca de R$ 133 bilhões). Junto ao canal, também devem ser construídos dois portos, um aeroporto, um centro turístico e um parque industrial.
Além de número grandiosos, o projeto está envolto em uma série de polêmicas, enfrentando resistência de grupos ambientalistas, nacionalistas e comunidades locais. Nos últimos três meses, por exemplo, foram realizados pelo menos 15 protestos contra o canal em várias partes da Nicarágua - sendo muitos deles liderados por populações afetadas pelas obras.
(DOL, com informações da BBC Brasil e El Pais)
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