O presidente da Sony, Kazuo Hirai, classificou o ciberataque atribuído à Coreia do Norte e sofrido pela empresa japonesa como "impiedoso" e "mesquinho".
Hirai aproveitou sua visita à feira de eletrônica CES, que começa nesta terça em Las Vegas para falar pela primeira vez em público sobre o caso, que acabou gerando uma nova escalada de tensão entre Washington e Pyongyang.
O CASO
Em 24 de novembro, hackers invadiram os computadores do estúdio vazando filmes e dados pessoais de celebridades e executivos da empresa. O ataque foi motivado por causa do filme "A Entrevista", com James Franco e Seth Rogen.
O longa mostra a história de dois jornalistas americanos que participam de uma conspiração da CIA para matar o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un. Os prejuízos dos vazamentos podem chegar a US$ 100 milhões (R$ 270 milhões), segundo analistas. Depois, os mesmos hackers ameaçaram ataques a salas de cinema que estivessem exibindo "A Entrevista".
Diante das ameaças, a Sony adiou a estreia do filme, inicialmente marcada para 25 de dezembro.O Serviço Secreto Americano e o presidente Obama ligaram os hackers a Pyongyang.
CRÍTICA E RESPOSTA
Obama criticou a Sony pelo adiamento da estreia e prometeu uma resposta à Coreia do Norte. Para ele, a decisão da Sony de foi um "erro". Ele também afirmou que e gostaria de ter sido consultado antes pela empresa. "Um ditador não pode impor censura nos EUA", disse. Além disso, afirmou que os EUA responderiam "proporcionalmente" ao ciberataque.
(Folhapress)
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