Um dirigente religioso da rede Al-Qaeda na Península Arábica (Aqpa), ligada aos irmãos Kouachi, autores do ataque ao jornal parisiense Charlie Hebdo, ameaçou a França com novos atentados em um vídeo divulgado nesta sexta-feira, informou o centro americano de vigilância na Internet (SITE).
"Não estarão em segurança enquanto combaterem Alá, seu mensageiro e seus fiéis", disse ao povo francês Narit al Nadari, uma autoridade da AQPA em matéria da sharia, a lei islâmica. A afirmação ocorreu na última sexta-feira (09).
Nos últimos dias, cidades da França entraram em alerta máximo para ataque terrorista e 88 mil homens das forças de segurança iniciaram uma caçada aos envolvidos no atentado. Nove pessoas foram presas no dia seguinte. Os irmãos nascidos em Paris e de pais argelinos Cherif Kuachi, 32 anos, e Said Kuachi, de 34, foram identificados como os autores dos disparos. O primeiro já havia sido condenado, em 2008, por ter atuado num grupo que enviava jihadistas ao Iraque.
Nesta sexta-feira (9), a polícia fechou o cerco após os dois irmãos, que estavam foragidos, roubarem um carro e invadirem uma fábrica na cidade de Dammartin-en-Goële, ao norte de Paris, onde mantiveram um refém. Ao mesmo tempo, no leste de Paris, o casal Hayat Boumediene e Amedy Coulibaly mataram três pessoas em um mercado judaico e fizeram outras dez reféns.
Coulibaly, que conheceria um dos irmãos Kuachi, foi identificado pela polícia como o autor dos disparos que mataram uma policial na periferia de Paris no dia anterior.
Após horas de negociações, ambos os lugares foram invadidos pela polícia. Em Dammartin-en-Goële, os irmãos foram mortos e o refém liberado. No mercado, um sequestrador foi morto, assim como um refém, e a outra terrorista permanece foragida.
(DOL, com informações do portal Terra)
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