A polícia da França segue as buscas pelos possíveis cúmplices dos atiradores que mataram 17 pessoas nos últimos dias. As autoridades investigam que tipo de ajuda os suspeitos podem ter recebido de dentro e de fora do país para planejar e financiar os atentados.
O principal alvo é Hayat Boumeddiene, a parceira de Amedy Coulibaly. Ele foi morto quando a polícia invadiu um supermercado em Paris na sexta-feira. A suspeita teria estado com Coulibaly quando uma policial foi morta na capital. Ela é descrita como "armada e perigosa".
Ela e Coulibaly desapareceram após o assassinato da policial. O suspeito reapareceu na sexta-feira quando invadiu o supermercado Hypercasher, no leste de Paris, mas ela permanece foragida.
O jornal francês Le Monde publicou uma série de fotografias que mostrariam Coulibaly com Boumeddiene em 2010. Em uma delas, a mulher de 26 anos aparece usando um véu que cobre todo o seu rosto – peça de vestuário de uso proibido na França - apontando uma besta para a câmera.
O procurador afirmou que a investigação deve se "focar em determinar quem eram os cúmplices, como essas atividades criminosas foram financiadas e nas instruções e ajuda que podem ter sido recebidas de (apoiadores) da França e de outros países". Ele disse que 16 pessoas foram detidas para interrogatório até agora, incluindo a mulher de um dos irmãos suspeitos de atacar a Charlie Hebdo e outros membros da família deles.
O presidente François Hollande elogiou as forças policiais, mas fez um alerta sobre a possibilidade de novos ataques. Ele agradeceu as forças de segurança por sua "bravura e eficiência", afirmando que a violência desta semana foi "uma tragédia para a nação". Hollande, no entanto, afirmou que a ameaça ainda não acabou. "Nós temos que ficar vigilantes. Também peço a vocês que fiquem unidos – essa é a nossa arma", afirmou ele em pronunciamento à nação.
(DOL, com informações da BBC Brasil)
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