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Ato celebra os 70 anos da libertação de Auschwitz

Com novos sinais de antissemitismo na Europa como pano de fundo, sobreviventes do Holocausto e chefes de Estado se reuniram nesta terça-feira (27) em Auschwitz para proclamar um novo "Nunca mais!", 70 anos depois da libertação do campo de extermínio nazis

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Com novos sinais de antissemitismo na Europa como pano de fundo, sobreviventes do Holocausto e chefes de Estado se reuniram nesta terça-feira (27) em Auschwitz para proclamar um novo "Nunca mais!", 70 anos depois da libertação do campo de extermínio nazista.

As primeiras cerimônias começaram pela manhã, no imenso campo coberto com uma espessa camada de neve. Ex-prisioneiros depositaram flores e velas diante do chamado muro da morte, onde houve muitas execuções antes que os nazistas instalassem as câmaras de gás.

Na véspera, os sobreviventes, em sua maioria nonagenários, que conseguiram evitar a morte quando cerca de 1,1 milhão de pessoas --entre elas 1 milhão de judeus-- foram exterminadas, pediram que o mundo faça todo o possível para evitar que o horror do Holocausto se reproduza.

Vinte dias depois dos mortíferos atentados de jihadistas franceses contra o jornal satírico "Charlie Hebdo" e contra um mercado kosher, o presidente François Hollande, que nesta terça visitou o Memorial da Shoah antes de pegar o avião rumo à Polônia, anunciou que reforçará as sanções contra o racismo e o antissemitismo em seu país. Alguns dos sobreviventes que se dirigem a Auschwitz enxergam um vínculo entre os atentados da França e os conflitos no Oriente Médio.

"O que ocorreu na França está vinculado ao que acontece no Oriente Médio, e gostaria muito que este último problema fosse resolvido, porque penso que isso influencia o antissemitismo na Europa", declarou à AFP Celina Biniaz, uma octogenária proveniente da Califórnia (Estados Unidos).

O presidente alemão, Joachim Gauck, declarou, por sua vez, que "não há identidade alemã sem Auschwitz", insistindo que seu país tem uma grande responsabilidade para "proteger os direitos de cada ser humano".

"Aqui na Alemanha, caminhamos todos os dias diante de casas de judeus deportados; aqui na Alemanha, onde sua aniquilação foi planejada e organizada. Aqui, o horror passado está mais perto e a responsabilidade é muito maior e imperativa que em outros lugares", afirmou.

Todos participaram da cerimônia principal na tarde desta terça em frente ao memorial de Birkenau, local de extermínio.

(Folhapress)

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