O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou nesta terça-feira (3) uma série de medidas para mudar a forma como as agências de inteligência norte-americanas coletam e utilizam dados privados nos EUA e em outros países.
Pelas novas regras, as informações de americanos e estrangeiros que não servirem aos propósitos de inteligência do governo -determinados por seis categorias- deverão ser deletadas após cinco anos.
As medidas foram anunciadas 18 meses após as revelações de espionagem feitas por Edward Snowden, um ex-funcionário da NSA (Agência Nacional de Segurança), e um ano depois do discurso em que Obama prometeu mudanças nas atividades da agência.
À época, as informações divulgadas por Snowden geraram uma crise diplomática entre os EUA e países como Alemanha e Brasil, cujos governos foram espionados pela NSA.
Agora, a Casa Branca impôs também uma revisão periódica das atividades da agência de monitoramento de chefes de Estado.
Obama já havia ordenado publicamente o fim do monitoramento sobre a chanceler alemã, Angela Merkel -que visitará Washington neste final de semana, quando os dois devem discutir avanços no compartilhamento de informações de inteligência entre os dois países.
Segundo o jornal "The New York Times", apesar de o presidente dos EUA não ter revelado quem, além de Merkel, foi retirado da lista de espionagem, os programas de monitoramento no Brasil e no México parecem ter continuado.
Em 2013, a presidente Dilma Rousseff cancelou uma visita aos EUA depois de saber que havia sido espionada.
A nova política também inclui a supervisão de como as agências de inteligência utilizam as comunicações entre cidadãos norte-americanos coletadas sem mandados individuais.
(Folhapress)
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