O enviado especial dos EUA para coordenação da coalizão internacional contra o "Estado Islâmico" (EI), John Allen, afirmou que o Iraque dará início a uma grande ofensiva terrestre contra o grupo extremista "nas próximas semanas". "Quando as forças iraquianas começarem a campanha terrestre para retomar o Iraque, a coalizão [internacional] vai fornecer maior poder de fogo", disse Allen, no último domingo (08).
O EI lançou uma ofensiva no país no ano passado e conquistou grandes áreas a norte e a oeste de Bagdá. As forças iraquianas vêm lutando para recuperar os territórios, com o apoio de combatentes peshmerga curdos e dos ataques aéreos realizados pela coalizão internacional liderada pelos EUA.
As forças iraquianas já realizaram operações nas imediações de Bagdá e nas províncias de Diyala e Salaheddin. Os radicais foram detidos a poucos quilômetros da capital em junho passado e, desde então, têm sido forçados a recuar. Porém, eles continuam realizando ataques.
Nesta segunda-feira (09), um homem-bomba atacou a o distrito de Kadhimyah, de maioria xiita, em Bagdá, matando ao menos 14 pessoas e ferindo outras 43. Foi o segundo atentado suicida na cidade em três dias. Não houve reivindicação imediata, mas homens-bomba são uma tática empregada quase que exclusivamente por extremistas sunitas no Iraque, o que inclui o EI.
O chefe das Forças Aéreas da Jordânia, Mansour al-Jobour, disse no domingo que o país lançou 56 ataques contras os jihadistas desde a última quinta-feira, como parte da campanha aérea liderada pelos EUA. A Jordânia prometeu retaliação à execução do piloto jordaniano Muath al-Kasaesbeh, que foi queimado vivo pelo EI.
Também no domingo, o ministro do Exterior americano, John Kerry, disse à emissora NBC que 22% das áreas controladas pelo EI no Iraque e na Síria já foram recuperados, rebatendo críticas à luta dos EUA contra os jihadistas.
(DOL, com informações da Deustsche Welle)
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