A Coreia do Norte chamou, nesta quinta-feira (05), de “castigo justo” a agressão ao embaixador norte-americano em Seul, Mark Lippert, que foi atacado por um manifestante com uma faca de 25 centímetros ontem. O diplomata teve cortes no rosto e no braço.
A agência estatal de notícias da Coréia do Norte declarou que o ocorrido foi um “castigo justo para os belicistas dos EUA”. Disse ainda que o ataque foi uma “expressão de resistência”.
Segundo a Coreia do Norte, o ataque foi uma resposta da “opinião pública sul-coreana” aos exercícios militares conjuntos iniciados na última segunda-feira (02) e que vão durar oito semanas. As atividades abrangem manobras aéreas, terrestres e marítimas e envolvem cerca de 200 mil soldados sul-coreanos e 3.700 americanos.
A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye condenou nesta quinta-feira o ataque ao embaixador, dizendo tratar-se de uma tentativa de ferir a aliança entre Seul e Washington.
Lippert, de 42 anos, já está se recuperando da cirurgia a que foi submetido, segundo fontes médicas, depois de ter sofrido cortes no rosto e no braço. O embaixador deverá continuar hospitalizado por mais três ou quatro dias, disseram.
"Estou bem e animado", escreveu Lippert no Twitter. "Estarei de volta o mais rápido possível para fazer avançar a aliança EUA-Coreia do Sul."
O homem que atacou Lippert nesta quarta-feira foi identificado como Kim Ki-jong, de 55 anos. Vestindo roupas típicas coreanas, ele agrediu o embaixador com uma faca de 25 centímetros no centro de Seul.
Antes de ser dominado pela polícia, ele bradou, durante o ataque, slogans a favor da reunificação da península dividida da Coreia e expressou mais tarde sua rejeição aos exercícios militares conjuntos entre a Coreia do Sul e os EUA.
(DOL com informações Portal Terra)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar