Em março de 2013, a chaminé mais famosa do mundo soltava a fumaça branca e anunciava que “habemus Papa” em frente a uma multidão de fieis e câmeras posicionadas frente a sacada do Vaticano. Após horas de espera, o mundo conhecia o novo líder da Igreja Católica depois de uma conturbada desistência de Bento XVI. E, desde o primeiro minuto, o argentino Jorge Mario Bergoglio revolucionou.
Com dois anos completados nesta sexta-feira (13), relembramos casos de feitos de Francisco, dentro da Igreja, que foram e são revolucionários. Afinal, ele mesmo pregou a ideia de revolucionar durante a visita ao Brasil, pedindo aos jovens que assim o fossem.
Eleito Papa, Francisco apareceu na sacada do Vaticano com um crucifixo de aço sobre a batina branca , e não de ouro, como de costume. Também não quis usar os múleos, continuando a fazer uso de sapatos totalmente pretos. Francisco ainda recusou a limusine blindada papal para comparecer a um primeiro encontro, na residência de Santa Marta, no dia seguinte de sua eleição, preferindo um veículo comum, e pagando a conta do hotel onde se hospedou para o Conclave, pertencente à própria Igreja Católica.
Redes sociais
Ele inovou com o uso da internet , e seu perfil no Twitter, o @Pontifex, com 5,6 milhões de seguidores , onde transmite mensagens diretamente para os fieis, se aproximando ainda mais do povo. Em dezembro de 2013, lançou a Campanha Global Contra a Fome. Mas não fez isso da sacada do Vaticano, simplesmente, e sim com um vídeo no Youtube. Ou seja, usou uma plataforma contemporânea para divulgar a ação.
Em dezembro de 2013, lançou a Campanha Global Contra a Fome. Mas não fez isso da sacada do Vaticano, simplesmente, e sim com um vídeo no Youtube. Ou seja, usou uma plataforma contemporânea para divulgar a ação.
Foi o “Papa Pop” que enfrentou investigações internas das finanças do Banco do Vaticano, substituindo uma série de altos funcionários poderosos por pessoas de fora, como o arcebispo Pietro Parolin, atual Secretário de Estado, ex-núncio na Venezuela. Francisco falou sobre muitos assuntos polêmicos, tais como a Teoria do Big Bang, aborto, homossexualidade, outras religiões, educação das crianças (defendendo castigo), atentado no jornal satírico francês Charlie Hebdo, uso de tecnologia e muitos outros. E ele foi longe, participando da política internacional. Francisco participou das negociações entre EUA e Cuba num acordo histórico mno final do ano passado. Os líderes dos dois países, Obama e Raúl Castro, citaram Francisco nos discursos.
Paz entre judeus e palestinos
Foi Francisco quem incentivou um encontro entre os líderes palestino e israelense, Mahmud Abbas e Shimon Peres, respectivamente, em junho de 2014. Em meio ao momento tenso em Gaza, pelos conflitos armados que atingiram a região, conseguiu se reunir com os dois líderes e participar de um evento que incluía cristãos, judeus e muçulmanos. O líder palestino chegou a dizer que “o convite do Papa foi corajoso e que com as orações feitas juntos, eles estavam enviando uma mensagem a todos os crentes que o sonho de paz não estava morto”, disse.
(DOL com informações do site Terra)
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