A Comissão de Prevenção de Lavagem de Capitais e Infrações Monetárias da Espanha começou a investigar quatro ex-membros do governo do presidente da Venezuela Hugo Chávez por lavagem de dinheiro no país europeu. A informação foi revelada na segunda-feira (17) pelo jornal espanhol "El Mundo".
Segundo a publicação, eles fazem parte de uma lista de clientes do Banco Madrid, instituição espanhola que pertencia à Banca Privada de Andorra.
O banco foi alvo de intervenção do regulador financeiro do pequeno principado porque não tomou as medidas necessárias para impedir a lavagem de dinheiro feita por seus correntistas.
Dentre os investigados, estão o ex-vice-ministro de Energia Nervis Gerardo Villalobos, o chefe de segurança Alcides Rondón, o ex-vice-ministro de Desenvolvimento Javier Alvarado e o chefe dos serviços de inteligência Carlos Aguilera. De acordo com o "El Mundo", os quatro e os empresários Rafael Jiménez e Omar Farias movimentaram milhares de dólares que seriam fruto de propinas em troca de vantagens em licitações do governo venezuelano.
A intervenção é feita após a unidade de lavagem de dinheiro dos EUA dizer que o banco facilitou transferências de US$ 4,2 bilhões (R$ 13,44 bilhões), em transações de correntistas envolvidos no crime organizado.
Dentre os listados, estão o Cartel de Sinaloa, uma das principais quadrilhas mexicanas do tráfico de drogas, Andrei Petrov, que é acusado de pertencer à máfia russa, e a estatal venezuelana PDVSA.
(Folhapress)
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