Cerca de 700 imigrantes estão desaparecidos nas águas do Canal da Sicília após o naufrágio do pesqueiro no qual viajavam com destino à Itália, confirmou neste domingo a porta-voz do Acnur na Itália, Carlotta Sami Pelo menos 24 corpos foram encontrados, informou a Guarda Costeira italiana.
Apenas 28 pessoas foram resgatadas com vida até o momento. Um dos sobreviventes disse que cerca de 700 pessoas viajavam no barco, que se acidentou a cerca de 70 milhas da costa da Líbia.
Uma fonte da Marinha de Malta explicou que 17 unidades coordenadas pela Itália foram enviadas para a zona do acidente, como parte da operação Triton, e que as equipes "trabalham sem descanso" para "encontrar sobreviventes".O naufrágio ocorreu durante a noite, segundo o depoimento de um dos 28 imigrantes salvos, informou a porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas (ACNUR) na Itália, Carlotta Sami. O sobrevivente contou que o pesqueiro enviou uma mensagem de socorro para a Guarda Costeira durante a noite.
Diante da impossibilidade de chegar a tempo ao local, o Centro Nacional de Socorro da Guarda Costeira pediu ao barco português "King Jacob", que navegava perto da zona, que desviasse sua rota em direção ao pesqueiro. Quando a embarcação portuguesa se aproximou do pesqueiro, os imigrantes se "posicionaram todos no mesmo lugar do barco e provocaram seu naufrágio".
A embarcação portuguesa iniciou então os trabalhos de resgate, enquanto se deslocavam para o local naves da Guarda Costeira italiana, da Guarda de Finanças e da Marinha Militar, bem como da Marinha de Malta, pois a tragédia aconteceu em águas próximas à ilha.
Neste momento, as embarcações da Itália e de Malta trabalham na busca de sobreviventes. Se for confirmado, se trata de outra tragédia que acontece nos últimos dias no Mediterrâneo, depois que na terça-feira (14) a organização Save the Children alertou que outros 400 imigrantes estão desaparecidos após o naufrágio de sua embarcação, segundo os testemunhos dos resgatados.
(Com informações de R7)
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