A defesa do paranaense Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas, tentará recurso semelhante a de um detento francês cuja execução foi adiada. Ele poderá ser executado por fuzilamento nesta terça-feira (28), junto com outros oito presos. O brasileiro foi diagnosticado com esquizofrenia e a defesa tenta convencer autoridades indonésias a rever sua pena e transferi-lo para um hospital.
A defesa tentará usar o caso do francês Serge Areski Atlaoui, que deveria estar entre os presos a serem executados, as teve sua sentença adiada. Autoridades disseram que irão aguardar a análise de um recurso ainda em andamento.
O advogado do brasileiro, que assumiu o caso em março, entrará com recurso na Corte Administrativa de Jacarta contra o decreto presidencial que rejeitou seu pedido de clemência. Este pedido adiou a execução de Atlaoui, disse Ricky Gunawan, advogado do brasileiro. "Isso significa que a mesma decisão deverá ser aplicada a Gularte. Caso contrário, a Indonésia estará discriminando-o".
"Esperamos que as autoridades respeitem nosso processo legal. Executar uma pessoa com problema mental é ultrajante e sem sentido".
Contato com a família
Nesta segunda-feira (27), ele recebeu visita da prima e conversou por telefone com familiares no Brasil, por 20 minutos, disse à BBC Brasil um diplomata brasileiro que acompanhou o encontro.
Falou com o irmão, a irmã e a mãe, Clarisse, que esteve pela última vez com ele em fevereiro. Ela permanecerá no Brasil. Gularte deverá receber a prima novamente na terça-feira e escolheu o padre irlandês Carolus Burrows para acompanhar sua eventual execução. Gularte poderá ser o segundo brasileiro a ser executado na Indonésia. Em janeiro, o carioca Marco Archer Cardoso Moreira foi morto após ser condenado por tráfico de drogas.
(DOL com informações do IG)
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