No último sábado (02), as autoridades do Nepal descartaram a possibilidade de que pessoas ainda sejam localizadas com vida entre os destroços.
"Estamos fazendo o nosso melhor nas operações de resgate, mas eu não acredito que ainda resta a possibilidade de encontrarmos sobreviventes sob os escombros", afirmou Laxmi Prasad Dhakal, porta-voz do Ministério do Interior nepalês.
Apesar do trabalho intenso e contínuo das equipes de busca, o último regaste de sobreviventes soterrados sob os escombros ocorreu na quinta-feira. Com essa perspectiva, o foco das operações de salvamento nos próximos dias passa a ser o bem-estar das vítimas da tragédia que estão em regiões mais remotas.
O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou para os riscos de surto de várias doenças entre os aproximadamente 1,7 milhão de jovens que vivem nos locais mais atingidos pela catástrofe.
O terremoto
O país ficou devastado depois do terremoto de magnitude 7,8 graus na escala Richter que atingiu a região central em 25 de abril. De acordo com a ONU, o tremor afetou cerca de 8 milhões de pessoas e pelo menos 2,8 milhões estão desabrigados e precisam de moradia, água, comida e medicamentos durante os próximos três meses.
O terremoto fez também cerca de 100 vítimas fatais na Índia e na China. Essa é a maior catástrofe dos últimos 80 anos no Nepal. O epicentro do abalo foi no distrito de Lamjung, a 80 quilômetros a noroeste da capital, Katmandu, a uma profundidade de apenas 11 quilômetros, segundo informou o Instituto de Geofísica dos Estados Unidos (USGS).
(DOL, com informações da Deutsche Welle)
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