Pelo menos 400 pessoas – inclusive crianças, mulheres e idosos – foram degoladas pelo grupo terrorista Estado Islâmico (EI) na cidade de Palmira, na Síria, desde a última quarta-feira (20), quando o local foi controlado. As informações foram divulgadas pela rede de televisão estatal síria, citando fontes locais.
Entre as vítimas, dezenas eram funcionários do governo sírio, como a chefe do departamento de Enfermaria do hospital local, que foi morta junto com sua família.
O primeiro-ministro sírio, Wael al-Halqi, condenou o "horrível massacre" cometido pelo EI e responsabilizou os "países que apoiam o terrorismo material e militarmente, principalmente Arábia Saudita, Catar e Turquia, assim como alguns países ocidentais".
Halqi pediu à comunidade internacional e às organizações humanitárias para que pressionem os "governos que apoiam o terrorismo".
As vítimas foram assassinadas devido a "sua lealdade ao governo sírio e sua desobediência ao EI", segundo o canal estatal, que acrescentou que "estes crimes estão sendo cometidos diante do vergonhoso silêncio da comunidade internacional".
A TV síria criticou que o Conselho de Segurança das Nações Unidas "só tenha expressado sua 'preocupação' sem tomar nenhuma medida dissuasória no local".
A TV estatal acusou ainda os jihadistas de proibiram milhares de pessoas de deixar a cidade, além de roubo de posses e imposição na cidade da interpretação radical da lei islâmica.
As ruínas da cidade de Palmira são um dos seis lugares sírios incluídos na lista de Patrimônio da Humanidade da Unesco, e também estão em sua lista de lugares em perigo.
Situada em um oásis, Palmira foi, nos séculos I e II d.C., um dos maiores centros culturais do mundo antigo e ponto de encontro das caravanas na Rota da Seda que atravessavam o deserto do centro da Síria.
Antes do início do conflito no país, em março de 2011, suas ruínas eram uma das principais atrações turísticas do país árabe e da região.
(DOL com informações Portal Terra)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar