O presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou nesta segunda-feira (13) a redução das penas de 46 pessoas condenadas por crimes relacionados ao porte e à venda de drogas no país.
Em vídeo publicado na página da Casa Branca no Facebook, Obama disse que os homens e mulheres beneficiados pela redução de pena "não são criminosos contumazes, mas a maioria esmagadora deles havia sido condenada a mais de 20 anos".
"Quatorze deles haviam recebido prisão perpétua por crimes não violentos ligados às drogas. Ou seja, a punição não correspondia ao delito", acrescentou o presidente.
Com a medida, Obama mais que dobrou o total de condenados cujas penas reduziu, de 43 para 89. É o maior número desde Lyndon Johnson - que ocupou a Casa Branca de 1963 a 1969 e abreviou as sentenças de 226 prisioneiros - e supera o total dos quatro presidentes anteriores a Obama (Ronald Reagan, George Bush pai, Bill Clinton e George W. Bush), somados.
Em carta enviada a cada um dos detentos para informá-los da redução de pena, o presidente afirma que eles foram escolhidos por ter "mostrado potencial" para mudar de vida. "Acredito na sua capacidade de provar que os céticos estão errados e mudar sua vida para melhor", diz a carta.
Segundo o jornal americano "The New York Times", a ação de Obama neste seu segundo mandato como presidente visa corrigir o que ele considera excessos do passado, com condenações que teriam atingido desproporcionalmente a população afro-americana e hispânica dos EUA.
(Folhapress)
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