O refugiado sírio que foi derrubado por uma cinegrafista húngara disse, em entrevista do jornal inglês “Daily Mail”, que não consegue perdoar a mulher. Osama Abdel-Muhsen Alghadab estava com o filho de 7 anos, Zaid, no colo quando Petra Laslo colocou a perna na sua frente, fazendo com que ele caísse sobre o menino.
“Como posso perdoá-la? Primeiro um policial derrubou meu filho, mas não foi tão ruim quanto a cinegrafista. Ele caiu no chão, por isso estava com ele no colo. Meu filho estava assustado, ele estava chorando. Eu estava assustado pelo meu filho”, disse Osama, em alemão.
Pai de quatro filhos, ele estava em uma jornada desesperada fugindo de Deir ez -Zor, cidade devastada pela guerra na Síria. Osama teve ferimentos leves no queixo e Zaid ficou machucado na perna e no rosto. Imagem: Reprodução
“Eram milhares de pessoas e eles estavam nos segurando, esperando um ônibus que iria no levar até a fronteira. Era um área muito pequena com uma multidão. As pessoas começaram a perder a paciência e queriam andar os 10 km até a fronteira — a polícia estava tentando impedir as pessoas de saírem de lá. Estava caótico, as pessoas começaram a empurrar. Eu não vi de onde veio, não vi se foi um cinegrafista ou policial. Eu só senti que estava caindo no chão”, explicou Osama.
Após o incidente, Petra Lazslo disse que só derrubou o refugiado por achar que estava sendo atacada. Osama estava saindo da Grécia, depois de passar dois dias no país, e seguia na direção da Alemanha, onde esperava se encontrar com o filho mais velho, Mohmmad. Ele deixou sua esposa e os outros dois filhos para trás.
“Nós tínhamos uma vida normal até que a guerra chegou em nossa cidade. Ficamos por um tempo e esperamos, mas quando houve uma grande destruição, não fugimos. Nos mudamos para a Turquia no final de 2012”, finalizou.
(DOL, com informações do portal Extra)
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