Um terremoto de 6,8 graus na escala Richter atingiu o Chile hoje (7), anunciou o instituto norte-americano U.S. Geological Survey (USGS). A jornalista paraense Esperança Bessa, que passa suas férias no local, relatou como ocorreu os tremores em seu perfil no Facebook.
“AVISO A AMIGOS E FAMILIARES: fomos acordados nesta madrugada com as camas e o quarto todo sacudindo, por volta de umas 4h. Era um terremoto, leve para os padrões chilenos, gigante para nossa inexperiência. Depois deles, outros tremores mais leves, porém não menos assustadores, até de manhã. Estamos bem. Nao houve mortos nem desabamentos, nem há previsão de outros. O hotel é anti abalo sísmico, mas por precaução fomos orientados a arrumar uma bolsa com passaportes, dinheiro e só, caso fosse necessário evacuar o hotel se soasse um alarme. Agora são 9h. Olho pela janela e vejo pessoas vivendo um sábado normal. Jovens andando de skate, gente correndo na orla, nas paradas de ônibus. Metrô e ascensores continuam funcionando normalmente. Uma observação jornalística do cotidiano que me dá a sensação de que se para eles, experientes no assunto, a vida segue sem medo, então por mim não há o que temer. Mas que a viagem perdeu um pouco da graça e agora estamos receosas, isso estamos. E eu preferia umas férias sem aventura para contar.”
O terramoto ocorreu durante a madrugada na região de Coquimbo (norte), a uma profundidade de 36 quilômetros (km), informou o instituto norte-americano, mas o Centro de Alerta de Tsunami do Pacífico não emitiu qualquer aviso.
O epicentro está localizado perto da costa, a 47 km da cidade de Ovalle e a cerca de 300 km ao norte da capital, Santiago.
Em setembro, a mesma região registrou um terremoto de magnitude 8,3 e um tsunami. Quinze pessoas morreram e mais de 16 mil ficaram desalojadas.
O Chile está situado em uma região conhecida como "anel de fogo" da Bacia do Pacífico e é regularmente abalado por sismos e erupções vulcânicas.
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