Um dia antes dos ataques a Paris, Beirute, capital do Líbano, sofreu um duplo atentado de homens-bomba, em frente a um centro comercial em um bairro reduto do Hezbollah na periferia da cidade.
43 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas. Os ataques foram reivindicados pelo grupo extremista Estado Islâmico, assim como em Paris.
Em entrevista ao New York Times, muitos moradores demonstraram solidariedade aos franceses mas reclamaram da falta de empatia do resto do mundo com os ataques ocorridos no Líbano.
Monumentos ao redor do mundo se iluminaram com as cores francesas, discursos presidenciais falaram em defender “valores compartilhados”, o Facebook ofereceu para seus usuários colocar por cima das suas fotos de perfil, em um clique, a bandeira da França e disponibilizou, poucas horas após os ataques, a ferramenta “Marcar como Seguro” que normalmente é liberada apenas em casos de desastres natuais. Essa ferramenta permite que as pessoas avisem seus entes queridos que estão bem. Nada disso foi feito um dia antes, nos ataques do Líbano.
Muitos libaneses reclamaram, dizendo que as vidas de árabes valiam menos. “Quando meu povo morre, nenhum país se incomoda em acender seus monumentos com as cores da bandeira” diz Elie Fares, um médico libanês. “Quando as pessoas do meu país morrem, o mundo não fica de luto. A morte delas não foi nada além de uma mancha irrelevante no ciclo de notícias internacionais. Algo que acontece nessas partes do mundo” finalizou ele.
(Band)
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