O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou na última sexta-feira (18), por unanimidade, uma resolução endossando um roteiro para um processo de paz na Síria. A decisão é uma rara demonstração de unidade entre as grandes potências sobre um conflito que já causou a morte de mais de 250 mil pessoas.
O secretário de Estados dos EUA, John Kerry, afirmou que a resolução envia "uma mensagem clara a todos os envolvidos de que chegou o momento de parar a matança na Síria". Os Estados Unidos, a Rússia e os outros três membros permanentes do Conselho de Segurança – França, Reino Unido e China – procuraram o endosso da ONU pelos esforços diplomáticos para destacar a unidade internacional sobre o caminho a ser seguido na Síria.
A resolução, no entanto, não faz menção nenhuma à questão mais controversa – o papel futuro do presidente sírio, Bashar al-Assad. "Obviamente, diferenças acentuadas permanecem", disse Kerry, em alusão ao destino de Assad. O texto reconhece que o processo de paz não acabará com o conflito porque ele precisaria que "grupos terroristas" operando no país, incluindo o "Estado Islâmico" (EI) e a Frente al-Nusra, participem de um cessar-fogo.
A resolução afirma que a "única solução duradoura para a atual crise na Síria é por meio de um processo político inclusivo e liderado pela Síria que atenda às aspirações legítimas do povo sírio". E o secretário de Estado americano acrescentou: "Se é para por um fim à guerra, é imperativo que o povo sírio concorde sobre uma alternativa em termos de governo."
(DOL, com informações da Deutsche Welle)
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