Autoridades de saúde dos Estados Unidos confirmaram o primeiro caso do vírus zika no país. Ele foi diagnosticado em um paciente no condado de Harris, no Estado do Texas. De acordo com a imprensa local, o paciente voltou recentemente de uma viagem à América Latina, onde teria contraído a doença. O risco de o vírus se espalhar nos EUA é motivo de preocupação no país, principalmente depois que um primeiro caso foi registrado em Porto Rico, no fim do ano passado.
O risco de entrada do vírus no país por um Estado do sul, como o Texas, havia sido alertada por especialistas, mas eles previam que provavelmente isso aconteceria somente daqui a alguns meses, quando as temperaturas subirão no hemisfério norte.
Segundo Peter Hotez, diretor do Hospital Infantil do Texas, as condições nos EUA são propícias para a proliferação do vírus, que no Brasil tem sido associado a casos de microcefalia em bebês –má-formação cerebral que pode trazer limitações graves ao desenvolvimento da criança.
"Há uma tempestade perfeita se formando para o vírus zika nos EUA", disse Hotez ao site especializado "Medscape". "Temos duas espécies de mosquitos Aedes que podem transmitir o zika em nossa área. Também temos altos níveis de pobreza, com pessoas vivendo sem telas nas janelas e perto de pneus abandonados e outros locais onde há água acumulada e os mosquitos podem procriar".
No fim do ano passado, as autoridades norte-americanas divulgaram um alerta para quem planeja viajar para a América do Sul, com medidas de prevenção contra o zika como o uso de repelente e blusas de manga comprida. "Mulheres grávidas devem tomar precauções extras para evitar picadas de mosquitos", diz o site do Centro para o Controle e Prevenção de Doenças do governo.
(Folhapress)
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