Abdullah Kurdi, pai do pequeno Aylan, que se tornou símbolo da tragédia dos refugiados sírios, disse neste sábado (16) que chorou depois de ver a charge publicada pela revista satírica "Charlie Hebdo" nesta semana.
"Quando vi a charge, chorei", disse em conversa por telefone com a agência de notícias AFP. "Minha família ainda está abalada", completou.
Em um comunicado, Abdullah Kurdi chamou o desenho de "desumano e imoral", afirmando que era "tão mau quanto as ações dos criminosos de guerra e terroristas" que causaram mortes e migrações em massa na Síria e em outros países.

Charge do "Charlie Hebdo" publicada nesta semana. (Foto: reprodução/Twitter)
Aylan, de 3 anos, morreu afogado na travessia do mar Egeu entre Turquia e Grécia. Sua imagem, morto na praia, rodou o mundo e provocou uma grande mobilização internacional pelos refugiados que tentam chegar à Europa.
(DOL com informações do portal UOL)
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