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Demitida após escrever carta aberta para diretor

"Quando eu era pequena, lá nos anos 1990, a mesma época em que as Spice Girls e ganhar um pager eram o máximo, eu sonhava ter um carro, um cartão de crédito e meu apartamento. Aos 8 anos de idade, eu disse para mim que isso é significado de ser adulto. Ag

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"Quando eu era pequena, lá nos anos 1990, a mesma época em que as Spice Girls e ganhar um pager eram o máximo, eu sonhava ter um carro, um cartão de crédito e meu apartamento. Aos 8 anos de idade, eu disse para mim que isso é significado de ser adulto. Agora, dezessete anos depois, eu tenho essas coisas. Mas, cara, o que eu não sabia há uma década e meia é que um carro, um cartão de crédito e um apartamento seriam símbolos de estresse, não de sucesso".

Esse é um trecho da carta escrita por Talia Jane, ex-funcionária do setor de atendimento ao cliente da Eat24 - uma subsidiária da multinacional Yelp, sediada em São Francisco, nos Estados Unidos. O desabafo da jovem foi endereçado a Jeremy Stoppleman, o CEO da Yelp. As informações são do Uol.

Talia acredita que a demissão tem relação direta com o texto, publicado na sexta-feira (19) - leia a íntegra em inglês.

A jovem conta que chora por conta das dívidas e cita exemplos de ex-colegas de trabalho que também tentam viver com o salário, que ela considera baixo em relação ao alto custo de vida: pouco mais de oito dólares por hora, o equivalente a R$ 32 por hora trabalhada.

"Então aqui estou eu, 25 anos de idade, equilibrando todos os tipos de dívidas e tentando ter uma vida que não inclua chorar na banheira a cada semana. Todos os meus colegas de trabalho estão lutando. Eles estão arranjando empregos paralelos, estão vivendo dentro de casa", diz.

Talia usou seu perfil no Twitter para comentar a demissão. "Eu amei ter sido demitida por bradar que não tenho condições de pagar meu aluguel, isso resolve todos os meus problemas!", escreveu.

Após a repercussão do desabafo, o diretor executivo da multinacional recorreu à rede social para comentar o caso. Além de dizer ter lido a carta aberta de Talia, Stoppleman garantiu não estar envolvido na demissão da moça e destacou que toda história tem dois lados.

A revista Forbes publicou um artigo que refletiu se a demissão foi justa.

(DOL)

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