O crime que assustou o mundo na última segunda-feira (29), quando uma mulher decapitou uma menina de 4 anos e depois passeou pelas ruas de Moscou, na Rússia, com sua cabeça voltou a repercurtir nesta quarta-feira (02).
Em depoimento, Goultchekhra Bobokoulova teria dito que matou a criança de apenas quatro "por ordem de Alá". Natural do Uzbequistão, ela tem 38 anos e está presa.
Segundo o Correio Braziliense, ela teria afirmado: "isso é o que Alá me ordenou". O juiz do caso já decidiu que ela ficará detida até 29 de abril. Pouco antes do início da audiência, a acusada fez declarações incoerentes, em que misturava reclamações e um discurso profético. "Alá envia o segundo profeta para trazer novas da paz, olá a todos", declarou. "Tenho fome, vou morrer em uma semana, é o fim do mundo, me proibiram de comer", afirmou.
O caso é polêmico, já que há várias versões sobre as motivações da mulher, classificada por alguns como portadora de problemas mentais e por outros como "terrorista". Há ainda a versão de que ela teri "surtado" após descobrir uma possível traição do marido.
O caso
Goultchekhra Bobokoulova esperou que os pais dela saíssem de casa e depois, por uma razão desconhecida, "feriu a menina no pescoço e separou a cabeça do corpo", antes de se dirigir ao metrô com a cabeça, segundo o relatório apresentado ao tribunal. A mulher foi submetida a exames psiquiátricos. Não se exclui que tenha agido "sob a influência de drogas ou psicotrópicos", declararam sem dar mais detalhes.
(DOL)
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