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Planetas possivelmente habitáveis são encontrados

A humanidade pode ter ficado mais próxima de encontrar indícios de planetas potencialmente habitáveis, após o anúncio, nesta segunda-feira (2), de que astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriram três planetas a apenas 40 anos-luz da Terra

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A humanidade pode ter ficado mais próxima de encontrar indícios de planetas potencialmente habitáveis, após o anúncio, nesta segunda-feira (2), de que astrônomos do Observatório Europeu do Sul (ESO) descobriram três planetas a apenas 40 anos-luz da Terra com tamanhos e temperaturas semelhantes aos de Vênus e da Terra.

Os três planetas orbitam uma estrela anã muito fria e são os primeiros descobertos em torno de um corpo celeste tão pequena e de brilho tão fraco. A estrela foi batizada de Trappist-1 e, segundo os cientistas, ela é muito mais gelada e vermelha que o Sol, de tamanho pouco maior do que Júpiter.

Por meio dos tempos órbitas dos planetas em torno da estrela, eles perceberam que os tamanhos deles são parecidos com os da Terra. Foi observado que o primeiro planeta tem órbita de 1,5 dia, o segundo de 2,4 dias, e o terceiro tem órbita menos constante, variando de 4,5 a 7,3 dias.

Essas estrelas, tipo a Trappist-1, são muito comuns na Via Láctea, mas é a primeira vez que são descobertos planetas ao redor delas.

DESCOBERTA

Os astrônomos começaram a suspeitar da existência de planetas no entorno da estrela, quando, usando o telescópio robótico TRAPPIST, de La Silla, no Chile (mas que é operado de uma sala de controle na Universidade de Liège, na Bélgica), perceberam que a luz da estrela diminuía levemente em intervalos regulares, indicando que havia objetos passando entre a estrela e a Terra.

A Trappist-1 fica na constelação de Aquário e, apesar da proximidade com a Terra, não pode ser vista a olho nu ou com um telescópio simples, porque é muito escura e vermelha.

Segundo principal autor do estudo, Michaël Gillon, encontrar planetas semelhantes a Terra ao redor de estrelas pequenas e frias é necessário porque esses “são os únicos locais onde podemos detectar vida em um exoplaneta do tamanho da Terra com a tecnologia disponível atualmente".

De acordo com Gillon, se existe a intenção de encontrar vida em outros pontos do universo, esses planetas são os locais onde os cientistas “começar a procurar".

Já o coautor da pesquisa, Emmanuël Jehin, diz que a descoberta é “uma mudança de paradigma em relação à população do planeta e os caminhos para acharmos vida no Universo”, já que há “não só um adorável planeta em torno de uma estrela vermelha, mas um sistema completo, com três planetas!"

(Com informações UOL)

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