Omar Mateen, o americano de 29 anos que matou 49 pessoas no último sábado (11) em Orlando, Flórida, era frequentador da boate gay Pulse e usuário de aplicativos de paquera voltados ao público LGBTQ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Simpatizantes), informou a polícia dos Estados Unidos.
Segundo o portal Exame, diferentes veículos de imprensa, como os jornais americanos Orlando Sentinel (OS) e Los Angeles Times (LAT), o britânico The Guardian e a agência de notícias Associated Press (AP) entrevistaram dezenas de clientes frequentes da Pulse e que corroboram que ele era presença constante no local.
“Ele algumas vezes sentava no canto e bebia sozinho e outras bebia demais, começava a falar alto e tinha um comportamento beligerante”, contou ao OS Ty Smith. “Ele era homossexual e estava tentando conhecer outros homens”, disse Jim Van Horn, 71 anos.
"Meu filho não era gay"
Para Seddique Mateen, pai de Omar, não é verdade que seu filho fosse gay. Em entrevista ao The Guardian, ele questionou: “Se fosse gay, por que fez isso? ” Em outra ocasião, num vídeo endereçado para a comunidade afegã, ele condenou as ações de Omar, se disse muito triste pelo que aconteceu e sugeriu que “só Deus poderia punir os gays”.
Omar tinha 29 anos, nasceu na cidade de Nova York, mas vivia na Flórida. Ele era muçulmano, filho de pais afegãos e trabalhava como segurança. Foi casado por oito anos e descrito pela ex-mulher como “instável” e “abusivo”.
De acordo com seu Seddique, o atirador era homofóbico e se mostrou descontrolado em uma ocasião em que testemunhou dois homens se beijando na frente de seus filhos em Miami.
(Com informações do portal Exame)
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