O governo do presidente interino Michel Temer suspendeu negociações que mantinha com a União Europeia para receber famílias desalojados pela guerra civil na Síria. A decisão de suspensão foi aprovada pela maioria dos internautas do DOL.
Em enquete no portal de notícias, 56.65% disseram ser a favor da suspensão pela parte do governo, contra 43.35% que votaram não.
Muitos comentários a favor da decisão davam como justificativa as condições no Brasil. “Quando o governo Brasileiro conseguir dar uma vida digna para o seu próprio povo, teremos condições de receber e ajudar os refugiados, não é egoísmo, é a realidade!”, opinou Elmer Lessa.
“Concordo. Já está faltando para o brasileiro, logo logo teremos atentados terroristas no Brasil. Lá é comum a cultura do homem bomba protestando pela falta de infraestrutura que o Brasileiro passa e sofre calado”, comparou o internauta Marcos Costa.
Já para o internauta Evandro Afonso, os “europeus e americanos é que têm de acolher essas pessoas, pois, são eles os culpados com essa situação deles [refugiados]. O Brasil não dá condições nem pra nós brasileiros”.
“Quanto egoísmo. Pessoal, eles são nossos irmãos, não querem fazer turismo, estão fugindo de uma guerra sem fim. O Brasil deve acolher, sim. Existem milhares de crianças e idosos no meio deles”, justificou Vando Sousa.
“São pessoas. Se quiserem vir pro Marajó sejam bem-vindos a Soure”, convidou o internauta João Filipe Pessoal.
“A Síria é um país localizado no Oriente Médio que está em guerra civil desde 2011. Mais de 240 mil pessoas morreram desde então e, dentro desse número, estão 12 mil crianças. A ONU aponta que mais de 7 milhões de sírios abandonaram suas residências dentro do país e quase 60% da população vive na pobreza. O Brasil receber esses refugiados é uma questão de humanidade. Eles fogem não para irem atrás de emprego. Fogem para viver em paz”, argumentou o internauta Ricardo.
Apesar da distância geográfica, desde 2013 o governo brasileiro estendeu a política de “portas abertas” por mais dois anos, para que refugiados sírios tivessem a chance de reconstruir as vidas após fugirem da guerra que já matou pelo menos 250 mil pessoas e levou mais de 5 milhões ao exílio.
(DOL)
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