Uma grande pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina de Harvard sugere que crianças que nasceram de cesárea têm um risco maior de desenvolver obesidade comparadas a crianças nascidas de parto normal.
No estudo, que acompanhou 22 mil bebês até a idade adulta, os pesquisadores americanos descobriram, depois de fazer ajustes que levavam em conta vários fatores incluindo o peso e a dieta da mãe, que os bebês que nasceram por cesárea tinham 15% mais chances de desenvolver obesidade.
Segundo os pesquisadores, bebês nascidos de parto normal são expostos a bactérias saudáveis presentes na flora vaginal da mãe, que têm um papel importante para regular a dieta.
No entanto, outros especialistas disseram que podem haver outros fatores que influenciam a saúde da criança no futuro. Entre estes fatores podem estar na flora intestinal dos bebês nascidos de diferentes partos, a dieta da mãe, se ela teve diabetes durante a gravidez e se o bebê foi amamentado.
Bebês que nascem de cesárea têm menos chances de ser amamentados pelo tempo adequado. Já foi comprovado que a falta de leite materno no início da vida pode aumentar o risco de obesidade.
Para Simon Cork, pesquisador associado do Departamento de Medicina Investigativa do Imperial College de Londres, existem muitos fatores a serem considerados quando se trata do risco de obesidade em uma criança e não apenas o tipo de parto que tiveram.
"No geral a bibliografia que cerca esta área sugere que pode haver uma ligação entre a cesárea e a obesidade. Mas esta ligação não está totalmente comprovada e nem compreendida."
O Brasil tem o mais alto índice de cesarianas do planeta. O Ministério da Saúde considera uma epidemia: 84% dos partos na rede privada são cesáreas e na rede pública a taxa é de 40%. O recomendado pela OMS é de 15%.
(Com infomações da BBC)
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