O Conselho de Segurança da ONU prorrogou nesta segunda-feira(31) por 18 dias o mandato de um inquérito internacional que busca responsáveis pelos ataques com armas químicas na Guerra da Síria. Mesmo com o prolongamento do prazo, países ocidentais envolvidos no conflito pedem no Conselho de 15 membros uma renovação por mais tempo.
O mandato do inquérito expiraria nesta segunda-feira, mas o Conselho decidiu por unanimidade prorrogá-lo até 18 de novembro. França, Grã-Bretanha e Estados Unidos esperam convencer a Rússia a concordar com uma extensão de 12 meses antes de iniciar conversações sobre um projeto de resolução para punir os culpados por esses ataques.
"É absolutamente crítico que o (inquérito) tenha mais um ano de mandato para continuar a sua investigação. Consideramos que isso é muito importante", disse o embaixador francês da ONU, François Delattre, a repórteres nesta segunda-feira.
O inquérito de um ano feito pela Organização das Nações Unidas e a Organização para a Proibição de Armas Químicas aponta que as forças do governo sírio foram responsáveis por três ataques com gás cloro e que militantes do Estado Islâmico usaram gás mostarda.
Por sua vez o governo Sírio e seus aliados declaram que os ataques com armas químicas foram feitos pelas forças opositoras com financiamento do Governo dos Estados Unidos, principal aliado das forças rebeldes (que procuram retirar Bashar-Al Assad do poder).
Russos e Sírios afirmam que os rebeldes recebem as armas químicas norte americanas. Um dos comandantes rebeldes admitiu em vídeo que quando derrubar Bashar Al-Assad irá implementar a Sharia (Lei islâmica radical) no país do Oriente Médio. Para finalizar, o suposto comandante declara que espera que os Estados Unidos enviem mais armas para suas tropas, caso contrário irá contar a verdade sobre as armas químicas.
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