Recentemente, a Espanha conseguiu sair de um impasse de onze meses que lhe impedia de ter um governo sólido. A situação foi normalizada, Mariano Rajoy enfim conseguiu, após muitas negociações e alianças, coesão para governar. Porém, o clima de tensão entre os partidos de esquerda e direita permanece inflamado no país ibérico.
Na tradicional sessão solene que marca o arranque do segundo governo liderado por Mariano Rajoy, os deputados da coligação Unidos Podemos fizeram questão de não aplaudir o rei Felipe VI, que foi ao Parlamento defender “a regeneração da vida pública” e “respeito pelas instituições democráticas e a lei”. A Família real na Espanha não possui funções políticas oficiais, semelhante ao que acontece na Inglaterra.
Uma ofensa ao chefe de Estado, para uns, uma demonstração legítima de partidos que se afirmam republicanos, para outros. O certo é que os jornalistas não tiraram os olhos dos deputados da coligação de esquerda durante toda a sessão, marcada pela presença da rainha Letízia e das filhas do casal, Leonor e Sofía.
No momento em que o rei entrou no parlamento, nenhum dos deputados do Podemos, partido de esquerda que tem ganhado força significativa na Esapanha, aplaudiu o monarca, e houve quem preferisse ficar sentado, o que para as regras de protocolo diante de um rei significa desobediência.
Alguns deputados vestiam camisas com mensagens contra o rei, outros exibiam mensagens em cartazes se declarando republicanos. Muito bate boca e confusão antecederam o discurso do Rei.
O líder do Podemos, Pablo Iglésias, exigiu “respeito” pelo direito dos deputados a manifestarem a sua opinião. “Alguns são chefes de Estado por terem nascido filhos, netos ou bisnetos de uma dinastia. Com todo o respeito, nós temos muito mais legitimidade porque fomos eleitos pelo povo”, atirou, acrescentando que o protocolo, tão caro a quem o crítica, faz parte “de uma concepção política velha” em que muitos espanhóis já não se revêem.
(Com informações de Público)
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