Milhares de professores foram às ruas de Buenos Aires nesta segunda-feira (06), para participar de uma greve nacional de dois dias. Os docentes exigem um aumento de salário para compensar a inflação acentuada do ano passado.
A greve representa um teste para o governo do presidente de direita argentino, Mauricio Macri, que vem se chocando cada vez mais com os sindicatos de trabalhadores do país antes das eleições legislativas de outubro. A coalizão de Macri está contando com um sucesso na votação de meio de mandato para levar adiante sua agenda de reformas favoráveis ao empresariado. As reformas são similares às mudanças implementadas pelo governo Temer no Brasil.
A greve desta segunda ocorreu porque sindicatos e muitos governos provinciais – equivalentes a prefeituras no Brasil, não conseguiram chegar a acordos salariais, e os professores exigem que os aumentos de salário compensem o poder de compra perdido em 2016, ano em que a inflação fechou perto dos 40 por cento.
"A greve é maciça em todo o país", disse Roberto Baradel, líder provincial de um sindicato de professores de Buenos Aires, em uma entrevista ao canal de televisão local Crónica.
Os professores da maior província de Buenos Aires vêm exigindo aumento de salário de 35 por cento para 2017, enquanto a governadora Maria Eugenia Vidal – aliada próxima de Macri – ofereceu 18 por cento.
Em um discurso feito no mês passado, o presidente do BC argentino, Federico Sturzenegger, disse que aumentos de salário "ligeiramente acima" da meta do banco não comprometeriam a capacidade da autoridade monetária de cumprir sua meta.
O sindicato dos bancários, visto como uma referência para o resto do setor privado, chegou a um acordo com seus patrões e obteve um aumento de salário de 24,3 por cento em fevereiro.
(Com informações de Reuters)
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