Autoridades do governo dos Estados Unidos investigam se a Rússia teve relação, ou sabia com antecedência, do ataque químico desferido pelo governo Sírio e que provocou a morte de ao menos 86 pessoas na cidade de Khan Sheikhun, no norte do país. O uso da arma química motivou um ataque norte-americano a uma base síria nesta quinta-feira (6). Segundo o porta-voz do Pentágono, há suspeitas de que um caça russo teria bombardeado um hospital para onde foram encaminhados vítimas do ataque químico. Isso poderia significar uma tentativa do governo da Rússia de eliminar provas. O Pentágono ainda exibiu a rota feita por um avião sírio que pode ter sido o responsável pelo bombardeio químico: o veículo decolou da base aérea de Shayrat e estava na zona onde aconteceu o ataque químico no momento do incidente. A base aérea de Shayrat foi exatamente o local que os Estados Unidos bombardeou na noite de ontem. RELAÇÃO COM A RÚSSIA Outra informação divulgada pelas autoridades dos EUA é que tropas russas de uma unidade de helicópteros estavam em operação no aeroporto de Shayrat, por isso poderiam saber que a aviação síria promoveria o ataque químico. Além disso, o governo sírio do ditador Bashar al-Assad havia se comprometido em entregar à Rússia todo o seu arsenal químico. Esse material seria então entregue aos Estados Unidos, onde seria destruído. Esse processo supostamente ocorreu em 2014. Nesta sexta-feira (7), fontes militares norte-americanas ainda afirmaram, sob anonimato, que um drone, supostamente de propriedade russa ou síria, foi detectado sobrevoando a área atingida pelas armas químicas.
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