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Por que coelho e ovo são símbolos na Páscoa?

Mas, afinal, o que Coelho e ovos (de chocolate) tem a ver com a Páscoa, período em que os cristãos comemoram a ressurreição de Jesus Cristo? Segundo o Aventuras na História, do portal UOL, ovos e coelhos são, sim, símbolos universais de fertilidade. A ra

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Mas, afinal, o que Coelho e ovos (de chocolate) tem a ver com a Páscoa, período em que os cristãos comemoram a ressurreição de Jesus Cristo?

Segundo o Aventuras na História, do portal UOL, ovos e coelhos são, sim, símbolos universais de fertilidade. A razão para haver uma correlação com o paganismo é época em que a Páscoa cai. Jesus morreu no Pessach judaico, que daria origem ao latim e grego Pascha. Era e ainda é um festival que celebra a fuga dos hebreus do Egito.

O Pessach tem uma data fixa: é celebrado todo o dia 14 do mês chamado Nissan. Como o calendário cristão não bate exatamente com o hebraico, que é lunar, a Igreja determinou outro método, de forma que a Páscoa sempre caísse num domingo próximo a essa data original.

O período não é aleatório. Praticamente qualquer religião pagã do mundo celebra por essa época algum ritual de entrada da primavera, rememorando a fertilidade, o renascimento das plantas e a reprodução dos animais após o inverno. E, de fato, historiadores defendem que os ancestrais dos hebreus, antes de se tornarem monoteístas, praticavam rituais na mesma época, cujo sentido foi modificado para se adequar à nova religião.

E os ovos?

Já os ovos coloridos também são uma invenção antiga: um deles, encontrado na África, é de avestruz e data de 60 mil anos atrás. Egípcios e muitos outros povos da antiguidade também decoravam os seus, particularmente para celebrar a primavera.

Os primeiros ovos cristãos surgiram ainda na Antiguidade, quando fieis da Mesopotâmia passaram a pintar ovos de vermelho, representando o sangue de Cristo. Eslavos, que também tinham uma forte tradição de pintar ovos, continuaram a fazê-lo ricamente após se converterem. Como os ovos estavam lá para ficar, os teólogos passaram a justificá-lo como um símbolo do renascimento de Jesus da tumba, surgindo vivo como um pintinho recém-nascido e deixando para trás uma casca (a tumba) vazia.

Por séculos, eram ovos de galinha cozidos e pintados dados na Páscoa. Muito bem-recebidos, pois ovos eram proibidos na quaresma, e os presentes eram parte do banquete de Páscoa. O chocolate só foi surgir no século 19.

E o coelho?

O coelho, também um símbolo pagão óbvio, por ser um animal que se reproduz vertiginosamente, tem uma explicação bem mais estranha.

Antigos naturalistas como Plínio, o Velho acreditavam que coelhos podiam se reproduzir assexuadamente, botando ovos. Teólogos medievais passaram então a usá-los como símbolo da Virgem Maria, já que se reproduziam virgens. Isso foi parar na decoração de igrejas e até num quadro renascentista. É possível entender o coelho, assim, como um verdadeiro símbolo cristão.

No século 16, alemães juntaram o ovo e o coelho, já bem cristianizados, criando um análogo ao Papai Noel que só dava ovos para as crianças que se comportassem. Na época, era uma lebre, mais foi amansado para seus parentes domésticos. De lá, o Coelho da Páscoa foi exportado ao resto do mundo.

(Com informações do portal UOL)

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