Morreu nesta sexta-feira (28) Charlie Gard, o bebê britânico de 11 meses portador de uma doença terminal rara, após uma extensa batalha judicial que provocou comoção mundial.
Após decisão do juiz Nicholas Francis, da Suprema Corte do Reino Unido, a criança foi levada para uma clínica de cuidados paliativos, onde as máquinas que o mantinham vivo foram desligadas.
Conie Yates e Chris Gard lutaram na Justiça para transferir seu filho para os Estados Unidos, mas fracassaram após a Suprema Corte acatar ao entendimento da equipe médica do Hospital Infantil Ormond Street de que prosseguir com o tratamento apenas prolongaria o sofrimento do bebê. A Corte Europeia de Direitos Humanos confirmou esse veredicto.
Após a derrota nos tribunais, a família batalhou para que a criança pudesse morrer em casa, mas novamente os médicos se opuseram e a Justiça impediu a transferência.
O caso atraiu atenção mundial após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o papa Francisco se solidarizarem com a criança e oferecerem tratamento fora do Reino Unido.
Charlie portava uma doença genética rara que limitava o movimento de seus músculos e o impedia de respirar sem a ajuda de aparelhos.
Fonte: FolhaPress
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