SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou neste domingo (30), em uma entrevista a um canal público de TV, que 755 diplomatas americanos terão de deixar a Rússia a partir de 1º de setembro, como parte de uma decisão do Kremlin de reduzir a 455 o número de representantes dos EUA em território russo. "Esperamos tempo suficiente, com a esperança de que a situação [com os EUA] talvez melhorasse", afirmou Putin. "Mas tudo indica que, mesmo que a situação mude, isso não vai ocorrer logo". O anúncio das expulsões já havia ocorrido na sexta (28), mas sem dizer qual era o número de diplomatas envolvidos. A medida ocorre em retaliação à decisão da Câmara e do Senado dos EUA, na semana passada, de aprovar mais sanções à Rússia, em meio à investigação sobre a interferência de Moscou nas eleições e possíveis elos de assessores de Trump com o Kremlin. As punições contra a Rússia, que podem afetar inclusive grandes empresas de energia da Europa que têm projetos com os russos, ainda precisam receber o aval do presidente dos EUA, Donald Trump, que tem se esquivado sobre se vai sancioná-las ou rejeitá-las -neste caso, porém, o Congresso ainda poderia derrubar o veto presidencial.
Fonte: FolhaPress
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