Uma caso de um estupro de uma menina de apenas 10 anos de idade chocou o Uruguai na última semana: a própria vítima decidiu gravar um dos abusos, com um notebook dado pelo governo aos estudantes, com medo de que ninguém acreditasse nela.
O crime aconteceu na cidade de Artigas, no norte do Uruguai. Segundo a BBC, o estuprador, de 62 anos, era o pai de uma amiga da vítima, onde ela costumava passar algumas tardes.
Ao jornal BBC, a promotora do caso, Mariela Nuñez, disse que ele aproveitava momentos em que a esposa não estava em casa, pedia para a filha ir ao supermercado e, quando estava a sós com a menina, cometia os crimes.
Foram diversos episódios ao longo de um ano. Alguns deles, de acordo com as investigações, na presença da filha do criminoso. As duas amigas combinaram juntas um plano para gravar os abusos.
Ato de coragem
Segundo a promotora do caso, o ato da menina foi de valentia e serve de alerta para a sociedade.
“Esse ato valente da menininha estuprada deveria servir não apenas para que se faça justiça, mas sim para que toda a sociedade tome consciência de que essas coisas acontecem com mais frequência do que acreditamos e que as crianças não mentem, não inventam”, disse a promotora à imprensa local.
Ainda segundo Mariela, o criminoso não tem antecedentes criminais e é de classe média. “Ele só negava, mesmo diante das provas. Custou muito até que admitisse e não deu uma explicação. Eu mesma tive que sair do interrogatório para conter minha própria ira e cumprir com a minha função”, comentou a promotora.
O acusado está preso e, se for condenado, pode pegar de dois a seis anos de reclusão.
(Com informações do portal Metrópoles)
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