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RELATÓRIO

Perdas de energia chegam a 7,9% da conta paga pelo consumidor

Nos últimos 10 anos a Celpa não conseguiu reduzir o índice de perdas na rede elétrica por irregularidades no Pará. Segundo o Relatório de Perdas de Energia Elétrica na Distribuição, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2018, o p

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Imagem ilustrativa da notícia Perdas de energia chegam a 7,9% da conta paga pelo consumidor camera Estudo da Aneel mostra o quanto a perda ou furto de energia impacta na conta de luz. | Daniel Pinto/Arquivo

Nos últimos 10 anos a Celpa não conseguiu reduzir o índice de perdas na rede elétrica por irregularidades no Pará. Segundo o Relatório de Perdas de Energia Elétrica na Distribuição, divulgado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em 2018, o percentual de perdas não técnicas que refletem, em especial, o roubo de energia - popularmente conhecido como “gato” - e fraudes nos medidores, apurados na Celpa, foi de 38,4%, praticamente o mesmo nível apurado em 2008, que foi de 38,3%.

O estudo mostra o quanto a perda, ou roubo, de energia impacta a conta de luz. Essa situação é agravada por contas irregulares e penaliza o consumidor, já que vai tudo diluído na tarifa. As perdas não técnicas reais no Pará representaram, de acordo com o relatório, 7,9% do valor da conta de energia paga pelo consumidor paraense no ano passado.

A perda total da Celpa em reais foi de mais de 400 milhões no ano passado. Se for considerar a energia “perdida”, ou seja, não tarifada que gerou prejuízo para todo o Estado do Pará, seria como se metade da segunda casa de força de Tucuruí, que entrou em operação em 2010, após a ampliação da usina, parasse de funcionar.

Segundo o relatório da Aneel, o acompanhamento dos desvios é feito mediante monitoramento da evolução das perdas reais. A agência ainda adotou como meta técnica para a Celpa, em 2018, o patamar de 34%, ou seja, pelas especificidades da prestação de serviço da concessionária no Pará, esta deveria ser a meta “suportável” de perda técnica. Mesmo assim a Celpa ainda não conseguiu atingir a meta mesmo tendo ela sido estabelecida em 2015 e mantida até o ano passado.

CELPA

A situação da Celpa já esteve pior. Em 2008 a perda regulatória (ou meta suportável) era de 40,1% de perda e a concessionária estava abaixo, com 38,3%. A partir de 2009 o gráfico que aponta essa falha da gestão das concessionárias, passou a subir de forma vertiginosa. O mais alto índice foi medido em 2013, quando as perdas não técnicas chegaram a 62,9% da energia gerada. O relatório da Aneel mostra que, além da gestão das concessionárias, as características socioeconômicas e aspectos comportamentais existentes em cada área de concessão devem ser levados em conta nessa relação de perda não técnica.

Por não cumprir as metas ano após ano, os acionistas da Celpa arcam com a queda de receita. Além disso, há também o prejuízo da concessionária no momento da revisão tarifária, “por não ter administrado da melhor forma o ativo concedido pela União”.

Quando se analisa o desempenho individual das concessionárias, é possível perceber que a maioria das concessionárias de distribuição lograram êxito na redução gradativa das perdas não técnicas no período. Celpa, Amazonas Energia, Eletropaulo, Cemig e Enel Rio de Janeiro, no entanto foram responsáveis por mais de 50% de perda não técnica no país.

Relatório

- O Relatório de Perdas de Energia Elétrica na Distribuição, divulgado pela Aneel, apresenta um panorama sobre as perdas técnicas, inerentes à atividade de distribuição, e não técnicas que tratam principalmente de furto de energia (gatos) e fraude de medidores.

- O relatório apresenta a conceituação dos tipos de perdas, números no Brasil referentes a esses desvios, evolução das perdas não técnicas entre 2008 e 2018, impacto das perdas nas tarifas de energia elétrica e a metodologia regulatória de perdas.

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