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SEGURANÇA

Susipe aumenta fiscalização para barrar celulares em presídios

Em todo ano de 2018, a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) confiscou 2.009 aparelhos celulares dentro das 48 casas penais do Estado. E só de janeiro a maio desse ano já foram 1.207 telefones descobertos pelo sistema dentro do cárcere. A mai

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Imagem ilustrativa da notícia Susipe aumenta fiscalização para barrar celulares em presídios camera Novos equipamentos tecnológicos estão sendo usados para melhorar fiscalização nos presídios | Akira Onuma/Ascom Susipe

Em todo ano de 2018, a Superintendência do Sistema Penitenciário (Susipe) confiscou 2.009 aparelhos celulares dentro das 48 casas penais do Estado. E só de janeiro a maio desse ano já foram 1.207 telefones descobertos pelo sistema dentro do cárcere. A maior parte foi encontrada em revistas rotineiras nas unidades. O preço desses equipamentos no cárcere varia, de acordo com informação da Susipe, podendo custar entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, dependendo da casa penal, do tipo do aparelho, dentre outros fatores.

A entrada ocorre de diversas formas, sendo a principal delas a entrada com visitantes e parentes dos detentos, que acabam camuflando os aparelhos em objetos que são lícitos, como no interior de embalagens de alimentos, dentro de sutiãs ou sapatos e até no interior de órgãos genitais, o que acaba dificultando a vigilância dos agentes prisionais.

A região metropolitana lidera o número de ocorrências: foram 731 celulares apreendidos, contra 476 no interior. O Centro Recuperação Agrícola Mariano Antunes (CRAMA) de Marabá, no interior, foi a unidade onde mais foram encontrados os smartphones. Já em Belém, o Centro Reeducação Feminino (CRF) de Ananindeua é o de maior ocorrência.

De acordo com o setor de inteligência da Susipe, os chefes das organizações criminosas que estão presos sempre têm aparelhos à disposição. Geralmente quem consegue fazer entrar o celular é quem fica com o equipamento e, como todo objeto que existe no cárcere, os telefones acabam virando também uma mercadoria com preço, as vezes sendo comercializado a valores exorbitantes.

MEDIDAS

Desde o início do novo governo, a Susipe vem atuando fortemente para tirar das prisões paraenses o rótulo de “escritórios do crime” organizado. Além de melhorar os protocolos de segurança das unidades, está sendo feito investimento em melhores equipamentos de revistas e o maior controle de acesso de visitantes e servidores. As casas penais estão sendo dotadas de melhor infraestrutura, com isolamento de lideranças.

Uma das medidas importantes para minimizar esse tipo de problema, informou a área de inteligência da superintendência, foi a transferência, no último dia 21, de 30 presos do Complexo Penitenciário de Americano, em Santa Izabel, na região metropolitana de Belém, para três presídios federais. Segundo a Susipe, os detentos transferidos são considerados chefes de organizações criminosas como o Comando Vermelho e a Primeira Guerrilha do Norte, que pretendiam organizar ataques em massa em Belém, além motins simultâneos nos presídios paraenses, muitas dessas ações eventualmente com auxílio de aparelhos celulares.

PRISÕES FEDERAIS

Atualmente não existem bloqueadores de celular em nenhuma das casas penais do Estado. De acordo com a Susipe o serviço era extremamente caro e falho, com pouquíssima efetividade. O custo/benefício era muito insatisfatório. E o que impede a entrada ou utilização de aparelhos no cárcere não são os bloqueadores, mas sim os protocolos de segurança, controle de acesso e casas penais mais modernas. No âmbito federal, nunca foi localizado um aparelho celular numa cadeia federal, e eles não possuem bloqueadores, realizando apenas inspeções de entrada rigorosa, com todos os protocolos de segurança sendo seguidos. A Susipe vem tentando inibir a entrar de objetos ilícitos no cárcere, investindo em novos equipamentos tecnológicos, portarias restringindo entrada de alimentos, realizando mais revistas, dentre outros procedimentos que vem aumentando a segurança nas unidades.

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