O sol forte e a tranquilidade recepcionaram os veranistas que buscaram os balneários da bucólica Mosqueiro na manhã de ontem (7). Apesar do grande número de pessoas, o movimento foi considerado abaixo do esperado tanto por visitantes quanto pelos vendedores que estavam nas principais praias de Mosqueiro.
O pouco movimento favoreceu famílias que buscavam um pouco de tranquilidade, mesmo nas praias consideradas mais badaladas de Mosqueiro, como a praia do Chapéu Virado. Bianca Matos estava com sua filha, Ana Lívia, de 3 anos, e foi até a praia do Chapéu Virado junto com um grupo de amigos. “O espaço aqui na praia está ótimo para ela brincar. Vamos ficar o dia inteiro aqui enquanto ela e a gente fica aproveitando a tranquilidade”, disse.
O Cadete Rômulo, do Corpo de Bombeiros, destacou que apesar do clima de paz, a atenção deve ser sempre redobrada, sem deixar de lado a conscientização de todos principalmente no cuidado com as crianças. Na Praia do Farol, Elizabeth Carvalho que chegou na última sexta à tarde com marido, filha e genro, prometeu ficar até o final do mês. Ela não escondeu o amor que sente pela ilha, apesar de ressaltar os problemas que ela atravessa. “Amo Mosqueiro de paixão. A única queixa mesmo é com as ruas que precisam ser mais cuidadas e com a questão do lixo que precisa de mais atenção da prefeitura. Já tenho quase 50 anos e desde os 15 venho a Mosqueiro”, afirmou.
Já o vendedor Rosiberto Vilhena trabalha há 33 anos nas praias de Mosqueiro e, segundo ele, as vendas vem caindo ano após ano. “A venda aqui caiu mais de 50% nos três últimos anos. Acredito que só vai melhorar para a gente do dia 15 em diante”, opinou o vendedor confiante em dias melhores.
Quem busca menos movimento, também tem outras opções. Na praia Porto Arthur, poucas pessoas estavam curtindo a tranquilidade do espaço. O único barulho que se ouvia era o do vento batendo nas árvores. A engenheira florestal Laura Dias foi com o marido e a mãe sem ter do que reclamar. “Eu gosto sempre dessa parte porque é muito tranquilo e fica longe do barulho. Não tenho nada contra, mas prefiro o barulho do vento, longe do agito. Até porque acredito que essa fase já passou pra gente”, falou rindo.
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