Instituições de cultura e de segurança pública do Governo do Estado do Pará se posicionaram, na tarde desta terça-feira (9), sobre a polêmica envolvendo a proibição ao evento de rock Facada Fest, que seria realizado na noite do último sábado (6), em um estabelecimento no bairro da Cidade Velha, em Belém.
Polícia impede realização do Facada Fest e participantes protestam contra censura
No texto, a Secult esclarece, ainda, que pretende garantir que “o espetáculo possa ser realizado, sem embaraços”.
“Diante da informação de que um evento musical a ser realizado em Belém teria sido objeto de algum tipo de censura, tomamos a iniciativa de levantar as informações necessárias com os Órgãos de Segurança Pública, buscando garantir que, preservando a legalidade e as necessárias licenças prévias, o espetáculo possa ser realizado, sem embaraços”.
Segup faz esclarecimento
Além da Secult, a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) também reforçou que “não compactua com nenhuma forma de censura” e esclareceu a situação de cancelamento do evento.
“O estabelecimento onde seria realizado o evento promovido por membros de bandas underground, no último sábado, 6, no bairro da Cidade Velha, em Belém, está com as atividades suspensas por falta de licença da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), ausência do Habite-se, emitido pelo Corpo de Bombeiros e falta de alvará da Divisão de Polícia Administrativa (DPA). Assim, havia risco para o público”, diz a nota.
“O espaço, inclusive, já foi penalizado com uma multa de dois salários-mínimos, em consequência das irregularidades existentes. Portanto, a suspensão das atividades nada tem a ver com censura. O Governo respeita e valoriza a pluralidade da cultura do Pará”, complementa a secretaria no texto.
Cancelamento de evento gerou protestos
O Facada Fest, evento de música, dedicado aos gêneros punk e hard core, seria realizado na noite do último sábado, em um estabelecimento no bairro da Cidade Velha, mas foi impedido pela Polícia.
Antes, o evento já havia chamado a atenção nas redes sociais após o deputado paraense Eder Mauro e o vereador carioca Carlos Bolsonaro criticarem a arte do festival: um palhaço Bozo perfurado por um lápis.
Após a proibição do evento no Mercado de São Brás – a organização garante que foi notificada somente na véspera do evento –, a polícia acabou por impedir definitivamente a realização da festa.
Os participantes classificam a atitude como “censura” e várias pessoas que iriam frequentar esta que é a terceira edição do Facada Fest bloquearam a avenida 16 de Novembro com a rua João Diogo em protesto.
Gritando palavras contra a repressão e a censura, os manifestantes pediram que as autoridades dessem uma explicação plausível sobre os verdadeiros motivos do encerramento do evento.
Na ocasião, a Polícia Civil informou que o estabelecimento onde aconteceria o evento está com as atividades suspensas por falta de licença da Semma (Secretaria Municipal de Meio Ambiente), falta de credenciamento dos Bombeiros e falta de alvará da Divisão de Polícia Administrativa, tendo inclusive sido penalizado anteriormente em dois salários mínimos.
A polícia informou ainda que os organizadores não comunicaram as autoridades sobre a realização do evento, e que pelos motivos apresentados, e não por censura, optou por não permitir o Facada Fest.
(DOL)
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