
Em ilustrações provocativas, fotografias oníricas e muitas outras técnicas da arte urbana, 16 jovens artistas que já fizeram exposições na Galeria Azimute foram convidados por esta para a coletiva “Anastomose”, que ocupa, desde segunda-feira, 8, a Galeria Benedito Nunes, na Fundação Cultural do Pará. O termo vem da biologia, significando uma rede de canais que se bifurcam e recombinam em vários pontos, e traduz o propósito da mostra, que é de potencializar o crescimento profissional destes artistas de pensamentos e discursos semelhantes através da confluência de suas obras.
“Anastomose” está aberta ao público até 2 de agosto e entre os artistas em exposição estão as fotógrafas Nay Jinknss e Isabella Dias. A primeira busca estreitar ou estabelecer um laço, seja afetivo ou social, entre o objeto fotografado e o espectador, enquanto a outra destaca-se por retratos femininos.
É possível destacar ainda as ilustradoras Tainá Maneschy e Layse Almada com obras que, em comum, costumam explorar o erotismo sob a ótica feminina. Tendo a primeira o objetivo de retratar a sexualidade da mulher com naturalidade, ativando a representatividade dela no mundo da arte erótica, a segunda foca no autoconhecimento da mulher, suas transformações e seus ciclos através do corpo e do olhar sobre a nudez.
Nay comenta essa forte presença feminina na produção artística paraense e nas possibilidades de troca entre elas - mesmo que algumas tenham saído do Pará. “Acho que existe uma importância muito grande em acompanhar não apenas o trabalho, mas também o processo de criação de outras artistas e seus respectivos discursos. A gente vai descobrindo e compartilhando, nos inspirando e nos empoderando. Ver uma galeria lotada de mulheres é, além de dívida histórica, um resgate da nossa própria cultura”, diz.
O trabalho de artistas como Almir Trindade e Dedé Farias tem na forma geométrica um ponto de encontro. Almir explora a transitoriedade entre duas linguagens: fotografias urbanas que são desconstruídas e transformadas em cores vibrantes e formas geométricas. Já Dedeh, a partir da técnica do grafite e da ilustração digital, tem obras marcadas por traços figurativos e geométricos.
Jade Jares, curadora da galeria, destaca que em “Anastomose” o público pode ver de perto um estilo plural de arte que é pautado na soma entre contemporaneidade e urbanidade. “Temos fotografias, impressões em tecido, aquarela, grafite, pintura, intervenções com spray em madeira, arte digital, esculturas... Todos conversam e estruturam o que vem a ser o DNA do estilo endossado pela Azimute”, aponta. Integram também a exposição Maitê Zara, Layse Pimentel, Moara Brasil, Vitória Leona, Duda Santana, Flag Nery, Petchó Silveira, Murilo Gama e Felipe Amaral.
IMPERDÍVEL
Exposição Coletiva “Anastomose”
Visitação: Até 2 de agosto, de segunda a sexta, das 8h às 18h
Onde: Galeria Benedito Nunes (Av. Gentil Bittencourt, 650, térreo do Centur);
Quanto: Entrada franca
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