Viralizou nas redes sociais, na última semana, um vídeo que mostra uma grande quantidade de arraias em uma praia. Nas imagens não é possível confirmar se o registro ocorreu em um balneário paraense, onde a incidência de acidentes com esse tipo de peixe é grande.
Banhistas e pescadores nas praias do Estado são em muitos casos vítimas, principalmente durante o mês de julho.
ASSISTA!
De acordo com o biólogo e professor da Universidade Federal do Pará (UFPA), José Eduardo Martinelli Filho, as arraias são peixes do mesmo grupo que os tubarões e, no Pará, são diversas as espécies desse animal: as de água doce, encontradas em estuários (onde há mistura da água doce com a água salgada) e as de água salgada (não tão comuns no Estado).
Alguns municípios com grande incidência das arraias são Colares e São Caetano de Odivelas, no nordeste paraense, mas outras espécies desse animal podem ser encontradas até mesmo em Salinas ou Bragança, também no nordeste do Estado.
O professor cita, por exemplo, uma pesquisa feita com 152 pescadores em São Caetano de Odivelas, que apontou um índice de 40% desses trabalhadores que já foram vítimas de acidentes com arraias.
Por serem peixes que ficam normalmente parados “fundo” de áreas de lama ou na areia, os acidentes com as arraias ocorrem quando um banhista ou pescador pisa no animal, que chicoteia a calda como forma de defesa.
“É preciso destacar que as arraias não são animais agressivos. Ele não ataca os banhistas. Os acidentes ocorrem quando o banhista, por exemplo, invade o meio ambiente delas e pisa nelas sem querer. Há registros de acidente também quando pescadores vão tirar as arraias das redes” explica Eduardo Martinelli.
Embora os acidentes com arraias possam ocorrer em toda extensão das praias, e até mesmo em igarapés, os mais comuns são em áreas onde a areia é mais enlamaçada e mais fina (cenário encontrado nas praias da cidade de Colares, por exemplo) ou nas bordas de pedrais.
COMO EVITAR?
Para evitar esses acidentes, o biólogo diz que o ideal é entrar nesses ambientes em que há incidência de arraias de maneira lenta e cuidadosa. “O ideal é andar devagar na água, arrastando o pé, para que o animal perceba a presença do banhista e saia. Os acidentes ocorrem ainda mais em praias onde a água é escura, que a presença desses peixes é mais difícil de detectar”, explica Eduardo.
(DOL)
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