Parte da avenida Augusto Montenegro, em Belém, continua em obras para implantação do Sistema BRT, mas os problemas persistem por todos os lados. A buraqueira na pista tira a paz de quem precisa trafegar em alguns trechos, o lixo acumulado no canteiro também atrapalha e atalhos mal sinalizados não oferecem condições seguras para os pedestres.
Durante uma volta pela avenida, a reportagem do DIÁRIO percebeu as dificuldades que motoristas, ciclistas e pedestres enfrentam diariamente. Mesmo em dias mais secos, como os desse período, em frente ao Sest/Senat, por exemplo, na altura do quilômetro 10 da avenida, próximo ao bairro de Águas Negras, há diversos buracos cobertos de água que tomam conta da via, no sentido Belém-Icoaraci. A buraqueira provoca lentidão no trânsito e riscos a quem precisa passar naquele trecho que piora em dias de chuva.
“Essa situação está horrível. Esses buracos provocam engarrafamentos porque a gente precisa passar devagar, senão cai e quebra o veículo”, reclamou Mauro Serrão, motorista de ônibus. “Evito passar por aqui, porque é um caos. Tem muito buraco, a gente perde tempo. Só quem passa aqui sabe o quanto é complicado”, comentou Júnior Oliveira, de 34 anos, motorista.




EDUARDO ANGELIM
Não muito distante dali, quase em frente ao conjunto Eduardo Angelim, também sentido Belém-Icoaraci, um cenário semelhante: motoristas de carros, ônibus e motocicletas redobram a atenção e diminuem a velocidade na hora de desviar dos buracos. Só não está pior porque alguns trabalhadores que atuam às proximidades já se reuniram para, vez ou outra, fazer alguns reparos.
“Jogamos pedra e areia para tapar muitos buracos devido aos vários acidentes que já aconteceram. Moto e carro caem direto. Teve gente que caiu também, principalmente quando chove. O buraco enche e não dá para ver”, detalhou Nelson Soares, de 46 anos, mecânico. Segundo ele, esse problema tem gerado lucro. “Amortecedor, suspensão e a própria lataria do carro quebram quando caem e, os motoristas acabam parando aqui para ajeitar”, completou.
SINALIZAÇÃO
Outra questão que prejudica quem precisa passar pela avenida é a falta de sinalização dos desvios para o tráfego de veículos. Em frente ao Sest/Senat, sentido Icoaraci-Belém, por exemplo, a parada de ônibus que havia foi desativada com a mudança no tráfego, porém, não há sinalização nem um ponto improvisado para os usuários do transporte coletivo aguardarem em segurança.
Assim está na entrada do Conjunto Maguari. O semáforo foi retirado e nenhuma alternativa de travessia, também segura, foi oferecida aos pedestres. “A gente tem que se arriscar no meio dos carros, ainda mais sem semáforo, ou contar com a boa vontade dos motoristas em pararem, o que é bem mais difícil. Acho isso um absurdo! Não sei como pensaram numa obra como essa e não viram isso”, desabafa Maria do Carmo Moreira, moradora do bairro do Tenoné.
Próximo à concessionária de energia, a pintura da faixa de travessia está desaparecendo, o que obriga os pedestres a também contarem com a disponibilidade dos motoristas em permitir a passagem.
ENTULHO
Como se não bastassem as dificuldades de trafegabilidade, o acúmulo de lixo e entulho em alguns trechos ocupa parte da Avenida Augusto Montenegro, como visto próximo ao Sest/Senat e da entrada do Conjunto Eduardo Angelim. No momento em que a reportagem esteve no local, até um sofá foi abandonado na faixa expressa do BRT, quase em frente ao conjunto Tapajós.
OUTRO LADO
Em nota, a Secretaria de Saneamento de Belém (Sesan) informa que o trecho citado na reportagem está em obras de recuperação asfáltica desde o início deste mês. Em virtude dessa obra, a Sesan fez a retirada da estrutura do abrigo da parada de ônibus, mas a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) informa que o ponto de parada continua no mesmo local.
Com relação ao entulho, a Sesan vai programar a retirada no local. Sobre a retirada do semáforo em frente ao conjunto Maguari, a Semob informa que toda a sinalização viária, incluindo as faixas de pedestre, serão entregues junto com a conclusão da obra.
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