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Belenense estão acima do peso e ignoram as frutas e hortaliças

Enquanto parte dos brasileiros incorporou mais frutas e hortaliças à dieta e tem se exercitado mais, outra parcela da população está ficando mais acima do peso e obesa.Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas p

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Imagem ilustrativa da notícia Belenense estão acima do peso e ignoram as frutas e hortaliças camera Mais da metade dos entrevistados em Belém admitem que estão acima do peso: taxa de 57,7% | Thiago Araújo / Arquivo

Enquanto parte dos brasileiros incorporou mais frutas e hortaliças à dieta e tem se exercitado mais, outra parcela da população está ficando mais acima do peso e obesa.

Segundo a Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgada ontem pelo Ministério da Saúde, a taxa de obesidade no país passou de 11,8% para 19,8%, entre 2006 e 2018. Em Belém, o índice geral foi de 20,7% dos entrevistados, com predominância entre os homens, 21,3%.

Foram ouvidas, por telefone, 52.395 pessoas maiores de 18 anos de idade, entre fevereiro e dezembro de 2018. A amostragem abrange as 26 capitais do país, mais o Distrito Federal. Para o secretário de Vigilância em Saúde, Wanderson Oliveira, apesar de ter havido melhora no cardápio, o brasileiro ainda compra muitos itens calóricos e sem tanto valor nutricional. “Temos ainda um aumento maior de obesidade porque ainda há consumo muito elevado de alimentos ultraprocessados, com alto teor de gordura e açúcar.” Segundo ele, o excesso de peso é observado sobretudo entre pessoas de 55 e 64 anos e com menos escolaridade.

A Vigitel reúne dados sobre o excesso de peso. Os pesquisadores concluíram que mais da metade da população brasileira (55,7%) se encontra nessa condição. Nesse quesito, Belém aparece com 57,7% dos entrevistados admitindo estarem acima do peso. Novamente, o grupo populacional com predominância é o dos homens: 62,8%. A taxa das mulheres nesse aspecto ficou em 53,4%.

A pesquisa também constatou que os brasileiros têm seguido uma linha de hábitos mais saudável. A recomendação é da ingestão de, no mínimo, cinco porções diárias desses alimentos, cinco vezes por semana, segundo parâmetros da Organização Mundial da Saúde (OMS). O consumo regular de frutas e hortaliças, por exemplo, passou de 20% para 23,1%, entre 2008 e 2018, uma variação de 15,5%. Mas isso não ocorre em Belém.

A frequência de adultos que consomem cinco ou mais porções diárias de frutas e hortaliças variou de 15,9% em Belém a 30,2% em Florianópolis. As menores frequências entre os homens, por exemplo, ocorreram em Belém (11,5%), Salvador (14,6%), Macapá e Rio Branco (15,1%) e, no sexo feminino, em Fortaleza (17,4%), Macapá (18,9%) e Belém (19,6%).

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