Resistência. É assim que as mulheres negras que participaram da 4ª Marcha das Mulheres Negras, que ocorreu na tarde de ontem (25), pelas ruas do bairro do Guamá, em Belém, traduziram as lutas sociais que travam por décadas na história do país. Durante o evento, dezenas de pessoas ligadas ao movimento negro, de mulheres, afro-religiosos e LGBT chamavam a atenção da sociedade com cartazes e críticas às atitudes e aos apoiadores das lideranças do governo federal.
“Hoje é um dia de festa, momento que representa a luta dos nossos antepassados que foram escravizados e que nunca desistiram, mas resistiram. E se estamos aqui é porque conseguimos um pouco da sobrevida. Somos filhos e filhas das vitórias passadas, das mulheres da história do Brasil que conquistaram esse direito de luta”, comenta Jucilene Carvalho, de 44 anos, sacerdotisa da Umbanda.
Gisele Ferreira faz parte do Movimento Negro do Pará e participa todos os anos da marcha. Este ano, foi a primeira vez que levou o filho, de apenas 5 anos. “Quero repassar a ele os valores que a gente tem, o respeito, igualdade e que não reproduza comportamentos machistas e racistas, também reconheça a nossa participação na manutenção desta sociedade que nos renega”, afirma.
A marcha, que teve como tema: “Mães negras amazônidas em luta contra o genocídio do povo negro”, foi alusiva ao Dia Nacional da Mulher Negra e Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar